
A captura de Maduro custou caro? Hoje, protestos em NY e Chicago denunciam a violação de soberania. Entenda por que o mundo teme a volta da “Doutrina Monroe” agressiva de Trump.

A Ressaca da “Vitória”
Hoje, terça-feira, 6 de janeiro de 2026. Enquanto o Pentágono ainda celebra o sucesso tático da captura de Nicolás Maduro, as ruas das maiores cidades americanas contam uma história diferente. O que deveria ser um “tour de vitória” para Donald Trump se transformou, surpreendentemente, em um barril de pólvora diplomático e social.
Primeiramente, milhares de manifestantes tomaram a Times Square (NY), o centro de Chicago e as ruas de Seattle nesta madrugada. Ao contrário do que se via em 2019, o grito agora não é apenas sobre Maduro (que poucos defendem), mas sobre o método. O slogan “Soberania Sim, Invasão Não” ecoa forte.
O Medo da “Doutrina Monroe 2.0”

A grande polêmica gira em torno de um conceito histórico que parecia enterrado. Historicamente, a Doutrina Monroe (1823) dizia que a América Latina era “quintal” dos EUA. Críticos afirmam que, ao invadir um país vizinho sem autorização da ONU para sequestrar um chefe de estado, Trump ressuscitou essa política da forma mais agressiva possível.
Sendo assim, a pergunta que aterroriza diplomatas em Brasília, Berlim e Pequim hoje é: Quem será o próximo?
- O Precedente Perigoso: Se os EUA podem entrar na Venezuela e levar o presidente, o que impede a Rússia de fazer o mesmo na Moldávia ou a China em Taiwan, usando a mesma justificativa de “segurança nacional”?
Além disso, aliados tradicionais da OTAN, como França e Alemanha, emitiram notas de “profunda preocupação”, temendo que a ação unilateral dinamite as leis internacionais que mantêm a paz global.
O Mundo Dividido

Por outro lado, a base de apoio de Trump e parte da oposição venezuelana no exílio argumentam que “os fins justificam os meios”. Para eles, a soberania não pode ser um escudo para ditadores que violam direitos humanos. Portanto, a ação foi um “ato de libertação”, não de invasão.
Contudo, a instabilidade gerada é real. O preço do petróleo oscila violentamente e embaixadas americanas ao redor do mundo entraram em alerta máximo, temendo represálias.
Liberdade ou Imperialismo?
Em suma, o dia 6 de janeiro de 2026 entra para a história não pelo o que aconteceu em Caracas, mas pela reação nas ruas de Washington. Estamos diante de uma nova era onde a força bruta substitui a diplomacia. Resta saber se o mundo vai aceitar essa nova regra do jogo ou se os protestos de hoje são apenas o começo de uma crise global.
E agora, queremos saber a sua leitura moral: Você acha que os EUA agiram certo ao tirar um ditador à força, ou acredita que violar a soberania de um país é um erro imperdoável? Deixe sua opinião polêmica nos comentários! 👇🇻🇪🇺🇸📢🕊️🛑
Fontes:
Al Jazeera (Análise sobre Doutrina Monroe e Direito Internacional).
The New York Times (Cobertura dos protestos em NY e Seattle).
Reuters (Reação de líderes da União Europeia).







