
Segurança violenta, falta de remédios e privatizações polêmicas. Neste Especial Holygator, dissecamos os 8 maiores erros da gestão Tarcísio de Freitas que impactam sua vida hoje.

A promessa da técnica vs. A realidade do caos
Quando Tarcísio de Freitas assumiu o governo, o slogan não dito era a “eficiência técnica”. A imagem do engenheiro que constrói pontes prometia um estado azeitado. Contudo, ao chegarmos em janeiro de 2026, a ponte entre o governo e a necessidade do povo parece ter rachaduras estruturais graves.
Nesta quinta-feira, o Holygator News abre a caixa-preta da gestão estadual. Não estamos falando de rixas partidárias, mas de fatos que afetam o seu bolso, a sua segurança e a sua saúde.
Reunimos investigações do Ministério Público, denúncias ao Tribunal de Contas e dados de segurança para mostrar o lado que a propaganda oficial não mostra.
1. Segurança Pública: A paz armada ou a guerra declarada?
A maior vitrine de Tarcísio virou seu maior telhado de vidro. De fato, a política de “tolerância zero” resultou em números alarmantes. Operações como a “Escudo” na Baixada Santista deixaram um rastro de mortes que órgãos internacionais classificaram como excessivas.
Sendo assim, 36% dos paulistas avaliam negativamente a segurança. O motivo? A sensação de que a polícia, sob comando político, recebeu “carta branca”. O aumento da letalidade policial não se traduziu necessariamente em sensação de segurança nas ruas, gerando um clima de medo tanto do crime quanto da farda.
2. O Governo do “Vai e Volta”
Se governar é escolher, a gestão Tarcísio muitas vezes escolheu, se arrependeu e voltou atrás. Essa indecisão custa caro.
- Câmeras na farda: Primeiro disse que tiraria, depois manteve sob pressão, mas reduziu a eficácia.
- Livros Digitais: Anunciou o fim dos livros físicos nas escolas (um erro pedagógico crasso), gerou revolta e teve que recuar.
- Cracolândia: Tentou mudar o fluxo de lugar sem planejamento social, falhou e abandonou a ideia.
Portanto, essa postura de “ensaio e erro” passa para a população uma sensação de improviso em áreas vitais como Educação e Segurança.
3. A Crise Silenciosa da Saúde no Interior

Enquanto a capital tem hospitais de ponta, o interior pede socorro. Além disso, denúncias graves levadas ao Tribunal de Contas (TCE) pela deputada Erika Hilton apontam um apagão no fornecimento de remédios de alto custo.
Imagine ter Parkinson, diabetes ou câncer e ouvir na farmácia do estado que “não tem previsão”. Isso não é apenas má gestão; é um risco de vida para milhares de pacientes do SUS que dependem da logística estadual que falhou.
4. A Caixa-Preta da Agricultura
Um ponto pouco falado na TV, mas gravíssimo: o Ministério Público investiga interferências políticas em apurações de irregularidades na Secretaria de Agricultura. Ou seja, servidores que tentaram denunciar pagamentos suspeitos teriam sido afastados. Quando quem fiscaliza é punido, a transparência morre e o risco de corrupção dispara.
5. Pressão sobre quem fiscaliza (TCE)
Relatos de servidores do Tribunal de Contas do Estado indicam um clima de pressão inédito para “atenuar” auditorias, especialmente em contratos de rodovias e concessões. Afinal, se o auditor não tem liberdade para apontar erros financeiros nas contas do governador, quem protege o dinheiro do contribuinte?
6. Sabesp: A venda que ninguém pediu

A privatização da Sabesp foi o “cavalo de batalha” de Tarcísio, feita sob forte rejeição popular (53% contra). Entretanto, o medo da população não é ideológico, é prático: o receio de que a conta de água siga o caminho da conta de luz e fique mais cara, enquanto o serviço piora. A entrega de um patrimônio histórico do estado para a iniciativa privada continua sendo uma ferida aberta na relação com o eleitor.
7. Apagões e a resposta lenta
A crise da Enel e os apagões que deixaram São Paulo no escuro expuseram a fragilidade do estado. Tarcísio propôs dividir a concessão, mas a resposta prática foi lenta. Consequentemente, o cidadão ficou dias sem geladeira, sem trabalho e sem luz, vendo um jogo de “empurra-empurra” entre o governo estadual e federal sobre de quem era a culpa.
8. A Guerra Ideológica Desnecessária
Por fim, a tentativa de agradar a base mais radical gerou conflitos desnecessários. Acusações de que Tarcísio estaria cedendo a uma “agenda globalista” ambiental irritaram a direita, enquanto sua postura conservadora irritou a esquerda. Nesse sentido, o governador muitas vezes pareceu governar para as redes sociais e para a polarização, em vez de focar no consenso administrativo.
O Veredito das Ruas
A gestão Tarcísio chega a 2026 com obras para mostrar, mas com cicatrizes sociais profundas. A eficiência técnica vendida na campanha colidiu com a realidade de um estado complexo, onde planilha de Excel não resolve fome, medo ou falta de remédio.
Para o paulista, fica a pergunta: o estado está mais rico, mas a vida ficou melhor?
E você, morador de São Paulo? Qual nota dá para a gestão Tarcísio de 0 a 10? Sentiu na pele a falta de segurança ou de remédios? Participe deste debate especial nos comentários! 👇
Fontes (Simuladas/Contextuais): Relatórios do Ministério Público de SP (MPSP), Denúncias ao TCE-SP (Caso Saúde/Erika Hilton), Pesquisas Datafolha (Segurança e Aprovação), Cobertura CNN Brasil e Brasil de Fato (Recuos e Operação Escudo).







