
O cálculo oficial deu apenas 0,37% de reajuste. O Governo corre para assinar uma Medida Provisória e evitar a “greve dos R$ 18”. Entenda.

A conta que humilhou a categoria
Segunda-feira, 19 de janeiro. O professor brasileiro acordou hoje esperando uma boa notícia sobre seu salário para 2026, mas recebeu um balde de água fria. A matemática do Fundeb (o fundo que financia a educação) fechou os números e o resultado choca.
Contudo, se seguirmos a lei atual à risca, o reajuste do Piso Nacional do Magistério seria de míseros 0,37%.
De fato, isso representa cerca de R$ 18,00 a mais no contracheque.
Sendo assim, a indignação tomou conta das redes sociais. Imediatamente, a pergunta que todos fazem é: como o governo permite um aumento menor que o preço de um lanche na padaria?
Afinal, a regra de cálculo, criada para valorizar o professor, acabou jogando contra a categoria neste ano atípico de arrecadação.
A Corrida Contra o Tempo em Brasília

O Governo Federal sabe que não pode deixar isso acontecer. Visto que 2026 é um ano eleitoral e politicamente sensível, oferecer R$ 18,00 de aumento seria um suicídio político.
Consequentemente, fontes diretas do Planalto confirmaram nesta manhã que uma força-tarefa jurídica trabalha em ritmo de emergência.
Nesse sentido, o objetivo é claro: redigir e publicar uma Medida Provisória (MP) ainda nesta semana.
Portanto, essa MP deve anular o índice técnico de 0,37% e propor uma nova regra de correção. Provavelmente, o governo usará a inflação (INPC) ou o crescimento da arrecadação federal como base, garantindo um ganho real ou, no mínimo, uma reposição digna.
O Risco da Greve Nacional

Por que a pressa? Primeiramente, as aulas voltam em fevereiro.
Além disso, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) já sinalizou: se o piso não tiver aumento real, a greve nacional é certa.
Por outro lado, os prefeitos (que pagam a conta) pressionam para que o aumento não seja alto demais.
Todavia, Lula e o Ministro da Educação precisam decidir rápido. Ou seja, eles devem assinar a nova regra antes que fevereiro comece, para acalmar os ânimos e garantir que o ano letivo inicie com professores em sala, e não na rua.
O que esperar para os próximos dias?
A semana será decisiva.
- Hoje: Indignação com o valor de R$ 18,00.
- Quarta/Quinta: Expectativa pela publicação da MP no Diário Oficial.
- Fevereiro: A luta para que os prefeitos cumpram a nova lei.
Em suma, não aceite o valor de 0,37% como definitivo. A caneta presidencial vai entrar em ação para mudar esse número vergonhoso.
E você, professor(a)? Como se sentiu ao ver a notícia dos R$ 18,00? Acredita que o governo vai consertar isso a tempo ou teremos greve em 2026? Desabafe nos comentários! 👇
Fontes: Portaria Interministerial MEC/MF (Dados Fundeb Jan 2026), CNTE (Notas Oficiais sobre Piso), Bastidores do Planalto (Jornais de Brasília).






