
Trump convidou o Brasil para seu novo grupo global, mas Brasília decidiu não responder. Entenda o jogo perigoso de Lula e seus riscos.
O silêncio que gritou alto em Washington
Quinta-feira, 22 de janeiro. Em diplomacia, o silêncio muitas vezes faz mais barulho do que um discurso. Certamente, o governo brasileiro sabe disso. Contudo, a decisão tomada hoje em Brasília de “dar um gelo” no convite oficial da Casa Branca é uma das apostas mais altas da política externa recente.
De fato, Donald Trump criou o “Conselho da Paz” para ditar as regras dos conflitos globais sem depender da ONU.
Imediatamente, ele convidou o Brasil para sentar à mesa. Entretanto, em vez de aceitar ou recusar, o Itamaraty escolheu a gaveta.
Nesse sentido, postergar a resposta é um recado claro: o Brasil não vai bater continência para a agenda americana automaticamente.
Sendo assim, a soberania fala mais alto, mas o risco econômico também aumenta na mesma proporção.

A troca de parceiros: Índia no lugar dos EUA?
O movimento fica ainda mais audacioso quando olhamos para a agenda do presidente. Enquanto o convite de Trump acumulava poeira, Lula passou 45 minutos no telefone hoje com Narendra Modi, o premiê da Índia.
Por outro lado, o assunto não foi o clima ou o comércio, mas sim a Reforma da ONU.
Consequentemente, o Brasil reafirma sua lealdade ao “Sul Global” (os países em desenvolvimento).
Visto que Índia e Brasil querem mudar as regras do jogo atual, aliar-se ao conselho paralelo de Trump seria uma traição a esse objetivo.
Ou seja, Lula escolheu fortalecer o bloco dos emergentes em vez de ser um coadjuvante no show dos Estados Unidos.
Afinal, para o governo brasileiro, a paz se constrói com muitos parceiros, e não sob a chefia de um só.

O perigo da “Vingança Comercial”
Aqui mora o medo do mercado. Todavia, Donald Trump não é conhecido por aceitar rejeição com elegância.
Dessa forma, especialistas temem que esse “vácuo” diplomático vire munição para retaliações.
Pois, se o presidente americano levar para o lado pessoal, ele pode taxar o aço brasileiro, o suco de laranja ou a carne, alegando qualquer motivo técnico.
Além disso, o agronegócio brasileiro, que depende das exportações, assiste a esse jogo de pôquer com o coração na mão.
Portanto, a “soberania” de hoje pode custar caro no bolso do exportador amanhã.
O que esperar dos próximos dias?
A corda está esticada. Em suma, o Brasil tenta caminhar no fio da navalha: quer ser independente sem virar inimigo.
- A Resposta: O Itamaraty terá que responder eventualmente. A dúvida é como dizer não sem ofender.
- A Reação: O Twitter de Trump pode ser o primeiro sinal de tempestade.
Finalmente, o Brasil decidiu sentar na mesa dos “Irmãos do Sul” e deixar a cadeira dos EUA vazia. Resta saber se a conta desse jantar será cara demais.
E você? Acha que o Brasil está certo em priorizar a Índia e a ONU, ou deveria aceitar o convite de Trump para garantir boas relações com os EUA? O risco vale a pena? Deixe sua opinião nos comentários! 👇
Fontes: Itamaraty (Nota Oficial Agenda Presidencial 22/01/26), Reuters (Análise Política Externa Trump), The New York Times (Criação do Peace Council).







