
Presidente da Câmara, Hugo Motta, apoia hoje decisão de Flávio Dino de cortar “penduricalhos” que furam o teto de R$ 46 mil. Entenda.
Em um ano onde cada voto conta, ninguém quer ser o “pai” dos supersalários. Pois bem, o que parecia ser uma guerra institucional entre Legislativo e Judiciário virou, surpreendentemente, um cessar-fogo nesta tarde. Imediatamente após a repercussão negativa dos novos bônus aprovados para servidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta, veio a público hoje apoiar a liminar “caça-marajás” do ministro Flávio Dino. Afinal, a decisão do STF suspende os chamados “penduricalhos” — verbas indenizatórias que permitiam a juízes, promotores e elite do funcionalismo ganhar muito acima do teto constitucional de R$ 46 mil.
Nós sabemos que Brasília adora um “jeitinho” para aumentar salários sem chamar de aumento. Contudo, a canetada de Dino e o apoio inesperado de Motta sinalizam que a fonte pode ter secado.
O Que São os “Penduricalhos”?

Para entender a briga, é preciso olhar o contracheque. Visto que o salário não pode passar de R$ 46.366,19, cria-se benefícios como “auxílio-livro”, “licença compensatória” ou “adicional de acervo”. Eles não contam como salário, não pagam imposto e fazem a remuneração final bater R$ 80 mil ou R$ 100 mil.
Segundo a decisão de Dino, agora apoiada pela Câmara, essa farra é inconstitucional e deve ser revisada em 60 dias. Motta, que antes defendia a autonomia do Legislativo, hoje disse que a medida foi “feliz” e traz “luz” ao debate.
O Medo da Urna em 2026

Por que o Congresso recuou? Isso ocorre porque estamos em ano eleitoral. Defender supersalários enquanto a população enfrenta a inflação é suicídio político. Consequentemente, ao se aliar a Dino, o Centrão joga a responsabilidade para o STF e lava as mãos, posando de austero para o eleitor.
Portanto, a elite do funcionalismo que contava com esses extras para turbinar os rendimentos de fevereiro já pode preparar o bolso: o corte vem aí.
O Veredito de Brasília
O cerco fechou. Por fim, a união inédita entre a caneta do STF e o microfone da Câmara mostra que os supersalários viraram um alvo fácil demais para serem ignorados. Assim, resta saber se a suspensão vai durar ou se, depois das eleições, a criatividade burocrática vai inventar um novo nome para o velho aumento.
E você, acredita que os supersalários vão acabar mesmo ou eles vão achar outra brecha? O que você faria com um salário de R$ 46 mil? Comente aqui! 👇
Fonte: Agência Câmara (Declaração Hugo Motta 10/02), STF (Liminar Flávio Dino), Portal da Transparência.







