
Descubra como a oposição planeja travar a economia se o Senado não destravar a “pilha” de pedidos contra o STF.
A volta às aulas em Brasília promete ser tudo, menos tranquila. Pois bem, senadores e deputados retornam ao batente nesta segunda-feira (02) com uma “bomba-relógio” armada sobre a mesa da presidência. Afinal, um levantamento de bastidores revelou hoje que o Senado acumulou nada menos que 45 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes durante o recesso.
Nós sabemos que o antigo presidente, Rodrigo Pacheco, ficou famoso por “sentar em cima” dessas petições. Contudo, o problema agora mudou de mãos. Na verdade, a pressão recai totalmente sobre o atual presidente, Davi Alcolumbre, que herdou essa pilha de processos e precisa decidir se abre a gaveta ou se enfrenta uma guerra declarada.

A Estratégia “Trava-Tudo”
A oposição não está para brincadeira neste início de ano legislativo. Segundo líderes partidários ouvidos neste domingo, existe um acordo tácito entre as bancadas de direita: nenhuma pauta econômica do governo avança enquanto o Senado não analisar pelo menos um pedido contra o STF.
Ou seja, projetos vitais para o bolso do brasileiro podem ficar reféns dessa disputa política. Dessa forma, a “Guerra Fria” entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal deixa de ser apenas retórica e passa a afetar diretamente o andamento das votações.
Por que 45 pedidos?

Você pode se perguntar como esse número chegou a tal ponto. Visto que cada decisão polêmica do ministro gera uma nova onda de requerimentos, a pilha cresceu exponencialmente. Além disso, muitos desses documentos acusam o magistrado de abuso de autoridade e violação de direitos humanos em inquéritos antigos.
Entretanto, o presidente do Senado tem o poder monocrático (sozinho) de arquivar ou dar seguimento. Portanto, Alcolumbre vive hoje o dilema de agradar a base governista (que quer paz com o STF) ou ceder à oposição (que exige a cabeça de Moraes).
O Que Esperar?
O dia 02 de fevereiro será decisivo. Se Alcolumbre ignorar o ultimato, nós veremos o Plenário virar um campo de batalha já na primeira sessão. Por outro lado, se ele sinalizar qualquer abertura, a crise institucional entre os poderes atingirá um nível inédito em 2026.
E você, acha que o Senado deve abrir o processo de impeachment ou arquivar tudo de uma vez? O que você faria no lugar do presidente? Comente abaixo! 👇
Fonte: CNN Brasil, Agência Senado, Estadão.







