
Pagou caro no PS5 Pro esperando gráficos de outro mundo em 2026? Prepare-se para a decepção. Lançamentos de janeiro chegam sem o patch prometido.

A promessa quebrada de 2026
Você trabalhou duro, economizou e, no Natal passado, comprou a máquina mais poderosa do mercado: o PS5 Pro. A promessa da Sony era clara: “2026 será o ano da Inteligência Artificial nos games”. Contudo, ao olharmos para o calendário de lançamentos deste mês, a realidade é um balde de água fria.
Nesta quarta-feira, a comunidade gamer acordou com a confirmação de que o grande RPG de Ação que chega no dia 29 de janeiro — possivelmente o maior jogo do trimestre — não terá suporte nativo ao console Pro no lançamento.
De fato, isso significa que você, que pagou quase o dobro do preço pelo hardware, vai jogar exatamente a mesma versão de quem tem o modelo “antigo” de 2020. A diferença? Talvez uns 2 frames a mais de estabilidade. É muito pouco para tanto investimento.

“Game Boost” não é “Pro Enhanced”
Para entender a revolta, precisamos ser técnicos. O PS5 Pro tem uma tecnologia mágica chamada PSSR (PlayStation Spectral Super Resolution), que usa IA para deixar a imagem nítida sem pesar no processador. Porém, para isso funcionar, a desenvolvedora precisa criar um “Patch Nativo”.
O que está acontecendo em janeiro é o chamado “preguiça técnica”. As estúdios estão entregando o jogo no modo Game Boost.
Sendo assim, o console usa sua força bruta apenas para segurar a taxa de quadros.
- Expectativa: Ray Tracing ligado, 4K nítido e 60 FPS cravados via IA.
- Realidade: A mesma resolução dinâmica do PS5 normal, apenas sem engasgos.
Portanto, o console está operando com o “freio de mão puxado”. As desenvolvedoras focaram tanto em fazer o jogo rodar no PS5 base (que tem 100 milhões de usuários) que “esqueceram” de otimizar para a elite do Pro.

Um boicote silencioso?
Não se trata de maldade, mas de matemática. Afinal, a base de usuários do PS5 Pro ainda é pequena. Para um estúdio que está correndo contra o tempo para lançar um jogo sem bugs, criar um modo exclusivo para 5% dos jogadores não é prioridade.
Entretanto, para o consumidor, isso soa como traição. A Sony vendeu o sonho do “Pro Enhanced”, mas não obrigou as empresas a usarem o recurso. Consequentemente, temos um hardware de 2026 rodando códigos de 2023.
Vale a pena manter o Pro?
A situação deve melhorar no decorrer do ano, com patches chegando meses depois do lançamento (pós-lançamento). Mas, sejamos honestos: ninguém compra um jogo no lançamento para esperar três meses pelo gráfico melhor.
Se você já tem o Pro, o jeito é ter paciência. Se ainda não comprou, a mensagem de janeiro é clara: o “poder ilimitado” ainda está esperando alguém que saiba usá-lo.
E você? Sente que jogou dinheiro fora comprando o PS5 Pro agora ou acredita que os patches virão logo? Acha justo a Sony não obrigar as empresas a usarem o PSSR? Desabafe nos comentários! 👇
Fontes: Análise Técnica Digital Foundry (Jan/2026), PlayStation Blog (Lista de Enhanced Games), Fórum ResetEra (Tópico Oficial de Performance).




