
A CBF alterou o limite de jogos para transferências na Série A. Entenda como isso vai incendiar o mercado da bola em 2026.

O fim da fidelidade de 7 jogos
Segunda-feira, 19 de janeiro. A temporada 2026 está prestes a começar, e você, torcedor, provavelmente está decorando a escalação do seu time. Você confia que aquele camisa 10 vai ficar até o fim do ano, certo?
Contudo, uma mudança silenciosa no regulamento da CBF promete transformar o Brasileirão deste ano em um verdadeiro “mercado persa” a céu aberto.
De fato, por décadas, vivemos sob a regra de ferro: se o jogador completasse 7 partidas na Série A, ele estava “travado” e não podia defender outro time da elite. Era a garantia de que o elenco não seria desmontado no meio do primeiro turno.
Sendo assim, prepare seu coração. A regra mudou e a “traição” ficou muito mais fácil.
O Novo Número Mágico: 12 Partidas

A alteração no Regulamento Geral de Competições (RGC) de 2026 foi sutil no texto, mas será brutal na prática.
Primeiramente, o limite subiu de 7 para 12 jogos. Pode parecer pouco, mas matematicamente muda tudo.
Consequentemente, um jogador agora pode atuar por quase um turno inteiro (o turno tem 19 rodadas) defendendo as cores do seu time, beijando o escudo e jurando amor eterno.
Por outro lado, na 13ª rodada, se ele receber uma proposta melhor de um rival direto que está brigando pelo título (ou contra o rebaixamento), ele pode fazer as malas e ir embora.
Ou seja, a janela de “aliciamento” entre clubes brasileiros dobrou de tamanho.
Bom para o Clube ou para o Jogador?
Quem ganha com isso?
Imediatamente, os empresários e jogadores comemoram. Antes, se o atleta ficasse no banco ou jogasse pouco, ele ficava com medo de estourar os 7 jogos e ficar “preso” num time onde não era valorizado. Agora, ele tem mais tempo para testar o mercado.
Todavia, para o torcedor e para o planejamento dos técnicos, é um pesadelo.
Além disso, imagine a cena: seu time enfrenta o líder do campeonato na 10ª rodada. O craque do seu time joga muito. Na semana seguinte, o líder paga a multa e leva o craque, que já estreia contra seu ex-clube na 13ª rodada. A “Lei do Ex” nunca foi tão perigosa.
Afinal, os diretores de futebol já estão mudando a estratégia. Contratos estão sendo blindados, pois a rotatividade será insana.
Prepare-se para a “Dança das Cadeiras”

O campeonato começa dia 28 de janeiro (com estaduais e pré-temporada encurtada).
Portanto, fique atento. Aquele jogador que completar 8, 9 ou 10 jogos não é mais “nosso” garantido. Ele ainda está na vitrine.
Em suma, em 2026, a camisa só veste o corpo, mas o contrato é quem manda. E a CBF acaba de dar mais poder para quem tem o talão de cheques.
E você, torcedor? Acha essa mudança justa para dar liberdade aos atletas ou acha que vai virar bagunça e prejudicar os times menores? Comente sua opinião polêmica! 👇
Fontes: Regulamento Geral de Competições CBF 2026, Coluna De Prima (Bastidores CBF), Análise Tática GE.







