
Primeiramente, a decisão corporativa da Sony de eliminar os discos físicos até 2028 assustou o mercado. Contudo, essa estratégia comercial agressiva não representa uma novidade completa para os jogadores veteranos da marca. Sendo assim, o plano atual coroa uma tendência de controle absoluto iniciada há mais de uma década.
Vale lembrar também que as grandes distribuidoras criaram os infames passes online no fim dos anos 2000. Empresas como EA e Ubisoft embutiam códigos descartáveis em jogos como Battlefield 3 e Dead Space 2. Consequentemente, os compradores de mídias usadas perdiam o acesso aos modos multiplayer se não pagassem taxas extras.
Outro detalhe envolve o argumento técnico usado pelas produtoras para tentar justificar essa cobrança altamente abusiva. O atual chefe da EA, Andrew Wilson, defendia que os recursos premium pertenciam apenas aos pagantes diretos. E tem mais, diretores de grandes franquias como Uncharted 3 alegavam custos altos com manutenção de servidores.
Por isso, os consumidores organizaram um boicote rápido e massivo que enterrou os passes online em 2013. Portanto, a dona do PlayStation mudou o seu posicionamento público para faturar com o marketing do PlayStation 4. A publicadora garantiu o suporte aos jogos de segunda mão sob aplausos calorosos em conferências mundiais.
Para completar, o cenário atual de consumo digital oferece o pretexto ideal para desativar os leitores ópticos. O mercado projeta rumores fortes sobre um programa de conversão de mídia física para digital no ecossistema Xbox. Sendo assim, as plataformas de jogos pretendem trancar de vez o mercado de usados usando ecossistemas fechados.
Fontes: GameSpot.





